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Uma espécie de Campeão da Europa a dobrar…

Uma espécie de Campeão da Europa a dobrar...

A UEFA inventou esta Liga das nações, ainda não se percebeu bem porquê.

Mais uma prova para facturar milhões e que ainda não terá convencido a maioria.

Para mim, desde que Portugal ganhe – e ganhou – está bem.

É uma espécie de Taça da Liga da Europa… Ou seja, primeiro, poucos lhe dão importância.

Há os seleccionadores que aproveitam para fazer experiências e lançar jogadores; outros para consolidar processos; outros que se queixam  de um calendário excessivo.

A verdade, porém, é que a Liga das nações também serve como parte do processo de qualificação para o Campeonato da Europa.

Ao todo, são 55 selecções, divididas em 4 divisões: Liga A, B, C e D.

E aqui começam as dúvidas. É que, na realidade, só as selecções da Liga A podem pensar em ganhar a prova. As restantes, apenas podem aspirar a subir de divisão. Isto porque é o coeficiente de cada uma que determina em que divisão é colocada.

Quer isto dizer que – a não ser que haja grandes surpresas – serão sempre os mesmos (ou quase sempre) a chegar à fase final da prova.

Portanto, neste capítulo, a Liga das Nações parece-me apenas mais uma prova. Para fazer dinheiro. Só isso. Não cria, verdadeiramente, nada de novo.

Dito isto, Portugal ganhou.

E fica na História por ser o primeiro vencedor da prova.

Veremos se é uma competição para durar…

Dito isto – repito – Portugal ganhou. E ganhou bem.

Porque fomos melhores. Apesar de tudo…

Contra a Suiça, fiquei desiludido. Tenho de o dizer. O Fernando santos irrita-me!

Gosto dele, acho-o bom treinador, gosto do pragmatismo do discurso, mas irrita-me a sua teimosia.

Dir-me-ão que ganha e que tem resultados. Verdade.

Mas isso não me impede de questionar as suas teorias. Agradeço as vitórias, a sério, e ter-nos habituado a ver Portugal nos maiores palcos do mundo. Mas…

Não lhe presto vassalagem total.

Porque insiste em colocar alguns jogadores fora de sítio!?

Bernardo Silva tem de jogar na direita, não na esquerda.

Bruno Fernandes é para jogar no meio, não descaído para as alas.

João Félix não é extremo.

Gonçalo Guedes e Rafa são para jogar da esquerda para dentro. Como se viu, de resto.

É verdade que o importante é ganhar, mas eu sei que Portugal pode jogar melhor e, mesmo assim, ganhar.

Dito isto, obrigado Engº Fernando Santos.

Porque o engenheiro do Europeu – e agora da Liga das Nações – teve (tem) grandes méritos. O mais importante de todos, o de cultura ganhadora.

Mas outro, não menos importante, foi a renovação tranquila da Selecção. Cristiano Ronaldo – que não é eterno – diz que a Selecção tem o futuro assegurado.

Eu também acredito nestes jogadores e naquele que estão ‘à porta’. Depois de Figo, Rui Costa, Paulo Sousa, João Vieira Pinto, Pauleta ou Nuno Gomes, voltei a sonhar.

E estes são os meus 23:

Rui Patrício, Anthony Lopes, José Sá, João Cancelo, Diogo Dalot, Nelson Semedo, Ferro, Ruben Dias, Ruben Semedo, Rafael Guerreiro, Mário Rui, Bruno Fernandes, Danilo, William, Pizzi, Ruben Neves, Rafa, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, João Félix, André Silva, Gonçalo Paciência, Cristiano Ronaldo (Diogo Jota, quando o Melhor do Mundo pendurar as botas).

Voltando à Liga das Nações, depois das correções feitas após o jogo com a Suiça, contra a Holanda não demos hipóteses. Fomos melhores em tudo. Dominamos e controlamos. As dúvidas deixadas contra os helvéticos, dissiparam-se. O 1-0 acabou, até, por ser escasso. E a Taça é nossa.

Viva a Selecção!

Viva Portugal!

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Publicado por Pedro Guináz

Este é um espaço dedicado ao futebol. De um adepto de bancada. Sem grandes teorias, sem pretensões e sem guerras inúteis.  De um fã de bons jogadores e do futebol jogado. Com paixão, mas sem clubismo. Um olhar simples sobre o 'futebolês'.

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