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Tik Tok: o instagram dos adolescentes ou a rede social de possíveis predadores?

Que as redes sociais vieram para ficar todos nós sabemos e, preferências à parte, todos as utilizamos. O que me preocupa é o rumo que a utilização destas app’s por parte dos mais novos pode levar.

Quem me falou na Tik Tok foi a minha sobrinha de apenas 10 anos. Com todo o entusiasmo característico de uma criança que tem um brinquedo novo, mostra-me uma galeria de fotos e vídeos seus e da irmã, de apenas 6 anos, que costuma partilhar com amigos e fãs!

FÃS?!! A minha sobrinha de 10 anos tem fãs??? Sim, e já ultrapassam os 400 o número de pessoas que a seguem e que têm acesso às suas publicações. Fiquei assustada e ao mesmo tempo curiosa para saber afinal que app era esta…

Depois de alguns minutos de pesquisa, percebi que se trata nada mais nada menos do que uma rede social que possibilita a partilha da vida pessoal, por parte de crianças e adolescentes, muitas das vezes não vigiada pelos pais. Uma espécie de Instagram dos mais novos, onde é possível partilhar fotos e vídeos com todos os amigos e seguidores.

A Tik Tok conta com universo de utilizadores que ascende aos 500 milhões, a maioria deles com idades compreendidas entre os 13 e os 24 anos, onde supostamente até aos 18 anos é exigido o consentimento dos pais para a sua utilização. Digo supostamente porque segundo a minha sobrinha basta alterar a data de nascimento para manipular a app e, assim não necessitar de qualquer consentimento.

Ao que parece, a utilização desta rede social já gerou uma onda de preocupação por parte de algumas entidades internacionais que se mostram muito reticentes em relação ao rumo que o seu uso pode levar.

Segundo a Instituição inglesa Bernardo’s “sem medidas de segurança adequadas, o facto de as crianças poderem transmitir vídeos de si próprias pode fazer com que se tornem alvos de abusadores nos seus próprios quartos”.

Na verdade, suspeita-se que predadores sexuais utilizem a caixa de comentários destas publicações para incentivar crianças desde os 8 anos de idade a filmarem atos sexuais.

Como devem calcular, o rumo da minha pesquisa em nada me descansou, muito pelo contrário, só fez aumentar a minha preocupação. Será que os pais destas crianças sabem o risco que os seus filhos estão a correr durante aqueles 15 ou 20 minutos diários em que têm acesso o seu tablet ou smartphone? Não me parece…

Por um lado é verdade que o quotidiano atual faz com que os pais destas crianças não permitam que os seus filhos andem na rua brincar com colegas e vizinhos, porque têm medo dos possíveis riscos que possam correr. Mas estarão estas crianças mais seguras em casa, durante aqueles minutos em que os têm quietos e calados porque estão presos ao ecrã?

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Publicado por Carminho Vasconcelos

Todos têm alguma coisa a dizer sobre determinado assunto. Mas será que isso nos torna pessoas mais informadas? Gosto de pensar que qualquer ideia ou opinião deve ser amadurecida antes de partilhada.

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