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Taça de Portugal: da angústia, à redenção; da arrogância, ao falhanço total

António Cotrim/Lusa

A final da Taça de Portugal foi uma espécie de ‘dejá vu’.
Os mesmo protagonistas, o mesmo vencedor, outra vez nos penaltis.

Depois da Taça da Liga, o Sporting voltou a derrotar o FC Porto e conquistou o troféu que havia perdido o ano passado, de forma inglória, após os acontecimentos verificados na Academia de Alcochete.

Não foi um grande jogo de futebol. Mas houve emoção até final.
Primeiro, foi o FC Porto a dominar; depois, o Sporting equilibrou as coisas.

No prolongamento, o FC Porto chegou a massacrar, mas foram os ‘leões’, mais eficazes, a marcar.

E no último suspiro do encontro, o FC Porto empatou e atirou o jogo para os penaltis.
E aí, a ‘estrelinha’ do Sporting brilhou mais. Outra vez.

Gostei do ambiente no Jamor.
Bancadas cheias, claques ao rubro…

Gostei de um jogo sem casos polémicos e sem críticas ao árbitro.
Gostei do golo de Bas Dost.
Gostei de ver o FC Porto lutar até ao último segundo.
Gostei da festa dos jogadores do Sporting.
Gostei de ver a emoção dos adeptos leoninos.

Não gostei do mau perder de Sérgio Conceição.
Não gostei que tenha recusado cumprimentar o presidente do Sporting, Frederico Varandas.

Aquele era um momento institucional e Sérgio Conceição representava a instituição FC Porto.
Se não é hipócrita, como disse, então também não devia ter cumprimentado o Secretário de Estado do Desporto, com quem o FC Porto tem um conflito.
Por isso, não foi coerente.
Por mais razões que possa ter, fica-lhe mal.
Não foi bonito. Não gostei.

Gostei que o Sporting tenha conquistado a Taça de Portugal, a 17ª da sua História.

Se a mereceram?
Claro que sim.
Lutaram, souberam sofrer e tiveram alma nos penaltis.

Se o FC Porto mereceu perder?
Não.
Se a Taça fosse para a ‘Invicta’ também seria justo.
Porque o FC Porto chegou a vulgarizar o Sporting, porque também fizeram uma grande época, porque lutaram até ao fim.

Mas, já se sabe, no futebol essa coisa da ‘justiça’ é muito relativa.
E, no fim, foi o ‘leão’ que ‘comeu’ o ‘dragão’.

O Sporting foi da angústia à redenção; o FC Porto foi da arrogância ao falhanço total.

O que aconteceu no Jamor reflecte, de certa forma, como foi a época para as duas equipas.

O Sporting sempre em crescendo; o FC Porto, sempre a descer.

E, no fim, contra todas as previsões, o Sporting venceu mais troféus do que os seus dois rivais.
O Benfica ganhou a Liga, o troféu mais apetecido, é certo.
Mas os ‘leões’, por sua vez, ganharam a Taça da Liga e a Taça de Portugal.
Quanto ao FC Porto, ganhou a Super Taça logo no início da época, contra o Desportivo das Aves. Talvez o troféu ‘menos importante’ de todos.
Pouco, muito pouco para uma equipa que ía ganhar tudo.

Os ‘dragões’ não deixaram de fazer uma boa época: boa figura na Liga dos Campeões, presença em duas finais internas (Taça da Liga e Taça de Portugal) e luta até ao fim pelo Campeonato.
Foi a época do ‘quase’.
Quase ganharam o campeonato, quase ganharam a Taça da Liga, quase ganharam a Taça de Portugal…
Mas perderam tudo.

Como se costuma dizer, ‘isto é como acaba, não é como começa’.
E acabou mal.
Para Jorge Nuno Pinto da Costa.
Para Sérgio Conceição.

E agora, ‘Dragão’?!

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Publicado por Pedro Guináz

Este é um espaço dedicado ao futebol. De um adepto de bancada. Sem grandes teorias, sem pretensões e sem guerras inúteis.  De um fã de bons jogadores e do futebol jogado. Com paixão, mas sem clubismo. Um olhar simples sobre o 'futebolês'.

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