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SMAS de Almada. A palavra de quem lá está!

Hoje trago ao vosso conhecimento três mensagens, de entre as muitas que me são enviadas quase diariamente com queixas e documentos contra a forma como a CDU geriu (e ainda continua a manobrar nos bastidores) a Câmara Municipal e os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada.

O contributo destas pessoas, muitas delas funcionários da autarquia, embora solicitem o anonimato por razões que são compreensíveis (e que devemos respeitar), têm sido uma ajuda preciosa na apresentação de pistas para a denúncia pública de diversos casos e merecem o meu agradecimento.

Nas palavras que se seguem, encontrará a descrição de situações que desmentem “o mundo perfeito” que a CDU sempre tentou fazer passar para o exterior, sobretudo em relação aos SMAS tidos como um modelo exemplar de organização “sob a batuta” do vereador José Gonçalves que além do pelouro dos Recursos Humanos da autarquia assumia o cargo de presidente do Conselho de Administração.

Porque ”só quem está no convento sabe o que lá vai dentro” oiçamos (leiamos) o que dele dizem aqueles que lá estão todos os dias há já muitos anos:

18-03-2018

«De facto não é fácil ter provas documentais, pois há o hábito de esconder os documentos que deveriam ser públicos. Nos vários concursos, para dirigentes e demais trabalhadores, existiu sempre alguma oligarquia que escolhe todas as pessoas.

Por estranho que pareça o anterior chefe da divisão de pessoal não foi reconduzido, mas com grande cuidado trataram de encaixar uma técnica que veio da Câmara, próxima do grupo de decisão.

Nada foi deixado ao acaso.

Agora o que custa a entender é ter sucedido uma mudança na direção, e os mesmos que sempre serviram de elo de ligação com o PCP se manterem nos lugares e a decidir tudo.

Será que ninguém consegue fazer chegar esta informação à Inês de Medeiros e ao Miguel Salvado? Irão manter estas “cobras” nos lugares?

Sobre o STAL, algumas pérolas:

Marcaram um plenário de birra, tiveram de o fazer em local alternativo com o rabinho entre as pernas e meia dúzia de comunistas arcaicos.

Não foi nada além de recrutamento para a manifestação de sexta-feira em Lisboa.

O melhor foi depois, habituados que estavam a levar centenas para a manifestação da CGTP, foram meia dúzia e nenhum dirigente. Eram sempre vários, facilmente verificável pelas fotografias que publicavam nas redes sociais (apesar de agora as apagarem!).

José Gonçalves

Continua numa azia atroz.

Mostra imagens no FB da tal manifestação, mas não consegue colocar ninguém dos amigos dos SMAS a segurar o cartaz.

Para lá disso só se entretém a bater no homem do PSD que andou para aí a inventar habilitações, como se fosse um assunto alheio, ele que nos SMAS ajudou a fazer o mesmo.

Aliás, o tal Barreiras Duarte fez a licenciatura e o mestrado na UAL, por sinal a mesma escola e curso do José Gonçalves (muito comunista, mas aluno de escola privada). Este é um assunto que eu próprio vou procurar averiguar, pois ele estudou na União Soviética, e terá provavelmente escolhido a UAL por ser famosa a facilidade de obter equivalências.»

21-03-2018

«Já deve ter tido conhecimento, mas a rapaziada da CGTP/STAL continua na guerrilha.

Argumento um, o “plenário em pé”, que sempre aconteceu, é despropositado, especialmente porque a ordem de trabalhos era a manifestação para dois dias depois nas ruas de Lisboa, frente ao Ministério das Finanças. Como é evidente, havendo quem tenha dificuldades físicas, é obrigação óbvia da organização providenciar os meios necessários, o que não fizeram agora nem antes.

Argumento dois, “não cedência de espaço”, é total má fé. Eles marcaram um plenário por autorrecriação (não previamente autorizado), com indicação de local, não tendo tido o cuidado de saber se o espaço estava ocupado. Como já havia ocupação autorizada, foi-lhes indicado que podiam reunir num outro local. Estranharam, porque era hábito arrogante marcarem à revelia e o José Gonçalves mandar parar tudo para se fazer o plenário, como sucedeu em muitas ações de formação, com formandos, formadores externos e até auditores contratados a terem de interromper tudo para satisfação e gozo da comissão sindical (que fazia questão de demonstrar o poder!)

Argumento três, “os tais direitos consagrados”, eram na prática que a malta que faz parte da comissão sindical raramente comparecia no trabalho (não estou a exagerar, era mesmo muito pouco provável encontrar algum no seu posto de trabalho!), e a divisão de pessoal ou a chefia jamais podia ter a ousadia de fazer relatórios de assiduidade. Agora consta que lhes disseram que têm todos os direitos consagrados na lei, mas no resto do tempo se não fosse muito incómodo que comparecessem no posto de trabalho.

Mas não tenho dúvidas que irão continuar a semear falsidades, meias verdades, com a propagação pelas redes sociais e controleiros do PCP, onde se incluem vários dirigentes.

Só não consigo entender, como passados vários meses, a Presidente e os Vereadores eleitos mantenham a confiança em vários escorpiões, que nem sequer é difícil de saber quem são, basta ir às listas de candidatos e apoiantes ou às fotografias dos jantares das semanas anteriores às eleições.

Existem por certa 3 ou 4 que estavam lá para dar graxa, ou simpatia pessoal, mas os outros tudo farão para destruir os SMAS e assim “demonstrar” que apenas os anteriores faziam bem o trabalho.»

02-04-2018

«Realmente a conversa dos 51 é um embuste curioso, com uma narrativa incoerente e que consegue trazer o Vereador José Gonçalves a emitir opiniões que fariam sentido a quase todos, menos a ele que é o principal responsável pelas causas e consequências.

Pelos SMAS não se notou a dimensão da precariedade da CMA, os contratos foram para a tal Sónia da CDU e mais dois rapazes, filhos de destacados membros do partido. Nenhum em condições enquadráveis na lei dos precários, como se viu na intervenção do Vereador Miguel Salvado na Assembleia Municipal, sem resposta (e muita cobardia) dos mesmos que depois vão para as redes sociais difundir panfletos.

Da atividade do Vereador nota-se bastante o ressabiamento e a procura de associados na luta, para destruir tudo o que a atual direção municipal possa tentar fazer.

São muito visíveis os membros das associações que antes beneficiavam de apoios financeiros, como se o dinheiro fosse do bolso do PCP, mas escondidos os funcionários e dirigentes dos SMAS, que continuam em encontros regulares com a Administração anterior, minando tudo.

Mantêm-se em funções de destaque os mesmos de sempre, que são agora uma brigada que emperra tudo e procura construir uma estrutura de bloqueio. A coisa é tão sinistra que conseguiram ir com o Vereador Salvado uma semana para o Congresso da Água no Brasil, a que só faltou o famoso Ramiro

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Publicado por Ermelinda Toscano

Nasci na Trafaria em 1959 e resido em Cacilhas desde 2000. Licenciada em Geografia e Planeamento Regional, com pós-graduação em Gestão Autárquica. Trabalhei numa entidade autárquica supramunicipal de 1987 a 2015, tendo exercido o cargo de Diretora dos Serviços de Cultura de 2004 a 2014. Desde 2015 integro a Unidade de Fundos Estruturais da Direção-Geral das Autarquias Locais. Fui autarca na Assembleia de Freguesia de Cacilhas entre 2005 e 2010 e na Assembleia Municipal de Almada de 2009 a 2010. Pertenci aos corpos gerentes da SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada durante vários mandatos sucessivos e sou Secretária da Direção da Associação de Cidadania de Cacilhas – O FAROL desde 2008. Concebi o projeto cultural “Café com Letras” em Almada (2003 a 2006) e coordenei a associação informal “Poetas Almadenses” (2006 a 2014).

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