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Por que razão ficamos comovidos com a morte de alguém famoso?

Por que razão ficamos comovidos com a morte de alguém famoso?

Hoje, durante um breve scroll no mural de uma rede social, reparei num comentário de alguém muito indignado: “Que país temos, morreu um gajo da música e já ninguém fala dos pescadores (…)”

Ontem, um concerto integral passou na rádio em homenagem a Zé Pedro, guitarrista dos Xutos e Pontapés. Os jornais deram destaques a imagens do seu rosto, excertos dos concertos onde actuou. Nas redes sociais muitos relembraram-no através de partilhas de concertos ou comentários.

Porque razão damos (e/ou os media) dão  maior atenção a alguém famoso?

A verdade é que, ficamos nostálgicos, comovidos, tristes, etc,  porque de alguma forma aquele famoso fez parte de alguma parte da nossa vida. Conhecemos o seu rosto, provavelmente até o vimos lá longe, em cima do palco agarrado à sua guitarra.

Identificamo-lo como um dos nossos, porque usamos as suas palavras:

“E quando as nuvens partirem/ O céu azul ficará/ E quando as trevas se abrirem/ Vais ver o sol brilhará/Vais ver o sol brilhará. “

naquele momento das nossas vidas que precisavamos de uma palavra amiga de motivação.

Deixo um minuto de silêncio por todos os que partiram esta semana. Para os pescadores, que estavam num dia comum a lutar por mais um dia, ao guitarrista que vi subir ao palco tantas vezes.

Não se indignem por se falar mais da passagem de um ou de outro, “vivam as emoções” e “olhem o céu” juntos enquanto estão nesta curta passagem.

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Publicado por Francisca Gomes

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