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Quando olhas para o lado, não está lá ninguém

Cada vez mais apelamos ao amor e à compreensão, “temos que dar e ser mais amor” dizem, mas será que cada um pratica a sua parte?

Hum não me parece. 

As gerações estão a mudar mas por mais que mudem o culto do amor próprio está a sobrepor-se ao culto do amor ao próximo. 

Com isto não estou a dizer que não nos devemos de amar e de nos pôr em primeiro lugar, claro que temos. 

Mas foram tantos os anos que demorámos a saber o que é o amor próprio que agora nos esquecemos de partilhar o nosso amor. 

Cada vez estamos mais sozinhos, e quando olhamos para o lado não temos ninguém.  

Passamos demasiado tempo a olhar só para nos e para os problemas que temos para resolver, que nem damos conta das pessoas que estão ao nosso redor. 

Gostava que conseguíssemos equilibrar as duas coisas, e que o nosso amor chegasse tanto para nós mesmos como para os outros. 

Certo que nem todos merecem, mas isso é um juízo que só nós é que podemos fazer. A escolha de quem amamos e de quem nos acompanha nesta vida é só nossa, mas sinto que cada vez mais escolhemos fazer este “caminho” que é a vida  sozinhos. 

Não somos perfeitos e pensamos que para dar amor aos outros temos que abdicar do nosso amor, mas isso não funciona assim. 

Temos que ter um equilíbrio e é nesse equilíbrio que está o caminho para nos tornamos pessoas melhores, mais amadas, mas carinhosas e mais felizes sem duvida alguma. 

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Publicado por Inês Rocha

Por entre as palavras que escrevo podes conhecer um pouco mais de mim. Gosto de escrever sobre os mais variados temas e espero que acompanhes as minhas publicações aqui no Opinantes.

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