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Porque a Vida é mais forte do que a Morte

Fotografia de Joseph Eid, in stefanyblog

O casal sírio Os jovens Nada Merhi e Hassan Youssef, de 18 e 27 de idade respectivamente, são um casal sírio apaixonado. Vivem em Homs (em árabe: حمص), uma cidade a oeste da Síria, a 450 metros acima do nível do mar, nas margens do rio Orontes, localizada a 160 km da cidade de Damasco e a 190 km de Alepo. Uma zona de guerra, devastação, sofrimento, ruínas.

A guerra mata e estropia, muda para sempre a vida das pessoas. Constantemente, homens, mulheres e crianças sentir-se-ão menos humanos. Mas o que somos e o que damos aos outros está na nossa pele e no nosso pensamento. São essas as fronteiras do ser. Aquilo em que acreditamos não deve ser apenas o que vemos e conhecemos. Aquilo em que acreditamos deverá ser aquilo em que queremos acreditar, é o que esperamos que ainda aconteça, ou o que sabemos que nunca irá acontecer. A humanidade na fronteira da intervenção social, emocional e criativa. É aqui que vivemos, numa zona de conforto, sem tempo ou reflexão criteriosa para nos apropriarmos das consequências dos nossos actos. É neste espaço de permanência que de modo indolente e ingénuo acreditamos que temos direito a tudo e que viveremos para sempre, que existe um bem maior e que há verdades absolutas, como o Amor.

Hassan e Nada apaixonaram-se. Hassan pediu Nada em casamento e ela aceitou. E foi neste cenário possível, quase belo, que a cerimónia se realizou. As ruínas da cidade de Homs, para sempre registadas no álbum de casamento de Hassan Youssef e Nada Mehri, para mostrar que a vida é mais forte do que a morte.

Adília César

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Publicado por Adília César

Educadora de infância e formadora no âmbito da Didáctica das Expressões Artísticas, sendo Mestre em Teatro e Educação. Publicou dois livros de poesia: “O que se ergue do fogo”(2016) e “Lugar-Corpo”(2017) e tem colaborações dispersas em revistas, magazines e poezines, nomeadamente: LÓGOS – Biblioteca do Tempo, Eufeme, Piolho, Estupida, Debaixo do Bulcão, Enfermaria 6 e Nova Águia, além de ensaios e artigos de opinião. É co-coordenadora do projecto literário “LÓGOS – Biblioteca do Tempo” e co-directora editorial da revista com o mesmo nome.

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