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Os livros de Auto-Ajuda, ajudam ou desajudam?

Os livros de Auto-Ajuda, ajudam ou desajudam?

Quem nunca tentou encontrar resposta para o seu equílibrio num livro de auto-ajuda?

Um ou dois levantam as mãos de forma constrangida. Três ou quatro acenam e balbuciam os nomes dos diversos autores que já tiveram oportunidade de ler, outros andam gloriosos e vaidosos com metade do livro fora da mala.

Outros ficam silenciosos e recordam-se vagamente das palavras de Paulo Coelho na década de 90. Outros tantos recordam apenas frases partilhadas de alguns em redes sociais.

Muitos são os nomes dos autores que procuram ajudar leitores famintos de equilíbrio nas suas vidas. Desde o alcance do sucesso profissional, à dieta para ter o corpo perfeito (aquela que a sociedade declara como perfeito), o sucesso da vida amorosa ou mesmo como enfrentar de forma pedagógica a birra do seu filho.

Atualmente, sempre que passo por uma livraria adoro folhear as novidades, e muitos são os livros que desvendam o segredo para ser-se feliz, outros tantos com linhas em branco para que o auto-conhecimento seja finalmente alcançado, através de perguntas do autor.

Os assuntos são infindáveis. As teorias são interessantes, confesso. Sempre que tenho um livro destes na mão julgo ser o momento delirante de me tornar a guru da minha vida e ter o controlo absoluto sobre a mesma… só que não.

Qual é a minha real opinião sobre o assunto, devem estar a perguntar-se… nem eu sei. Já encontrei em muitos livros de auto-ajuda e inclusive de outros géneros literários, respostas para muitos dos dilemas da vida. Após a leitura de um livro de auto-ajuda fico deveras contente por finalmente ter sob meu dominio uma filosofia de vida, até ao momento em que aparece outra filosofia de vida que transcende a primeira e por aí fora. Às tantas é uma confusão.

Tentamos ao máximo construir uma nova realidade à custa de tantos livro de auto-ajuda, que aparentemente estamos a pisar a areia morna do oásis do equilibrio, até ao momento que somos novamente engolidos pelas areias movediças do desiquilíbrio.

Não deixem de ler. A arma mais perigosa é de facto a ignorância, e há muitos bons livros que ajudam a ter a visão em como levar uma vida mais leve, disso não tenho dúvida. Mas mais importante que isso é não esquecerem de ouvir a vossa história e o que a vida vos foi realmente ensinado, muito para além da teoria.

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Publicado por Francisca Gomes

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