in

Os estereótipos injustos para com os assistentes sociais!

Não é estranho que na maioria dos programas televisivos e na comunicação social quando o assunto é a proteção de menores os assistentes sociais não são chamados a intervir?

Os assistentes sociais são “aqueles que retiram as crianças aos pais” ou são “aqueles que atribuem o subsídio a quem querem ou a quem os enfrenta” são clichés, estereótipos discriminatórios, que convém desmistificar e lutar para que a classe seja reconhecida condignamente.

As Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e as EMAT – Equipas multidisciplinares de assessoria aos Tribunais são equipas multidisciplinares constituídas por técnicos superiores, de diversas áreas de formação, que gerem os processos de menores.

Todos os casos são discutidos em equipa e quando existe uma retirada é uma decisão colegial e não apenas do técnico X que gere o processo que pode, ou não, ser assistente social.

O Sindicato Nacional dos Assistentes Sociais (SNAS) tem conhecimento de alguns casos, e de um concreto relativo a morte de uma criança, no passado, em que em determinado programa televisivo foi dito que “os assistentes sociais são incompetentes” e sabemos de fonte fidedigna que a gestão do processo nessa CPCJ foi de um técnico, de outra formação, que não assistente social (licenciatura superior em Serviço Social).

Não é estranho que quando existem boas práticas “são os técnicos” mas quando existem casos de insucesso “são os assistentes sociais”!

Se os técnicos nas CPCJ´s estão exacerbados de processos então parte da solução é haver mais contratação.

Não é estranho que injustamente os assistentes sociais sejam sempre a classe expiatória? Em todas as profissões existem bons e maus profissionais, competentes e incompetentes, mas é conveniente que as funções do assistente social sejam desempenhadas pelos próprios.

E isto acontece devido à ausência de regulação, com Ordem, ou através de regulamentação (legislando o Estatuto do Assistente Social inexistente) para que haja controlo no acesso, supervisão e fiscalização da profissão.

Não é estranho que uma profissão secular (em Portugal a caminho dos cem anos) com reconhecimento e mérito em variados países do mundo não estar regulada em Portugal?

O SNAS no seu Programa de Ação “SINDICALISMO DO SÉCULO XXI NA BALANÇA QUE PESA O IMENSURÁVEL DESEJO DE LUTAR PELO FUTURO DOS ASSISTENTES SOCIAIS” (2017-2021) assume esta luta e acredita que brevemente, em 2018, a regulação será uma certeza com a esperança de que traga consequências muito positivas para o futuro da profissão e para o futuro do Sindicato.

Também gostaria de publicar o seu artigo de opinião no nosso site? Clique aqui.

Vote nesta opinião

3 pontos
Upvote Downvote

Publicado por Luís M. Matias

Licenciado em Serviço Social, pós - graduado em Direitos Humanos, com 1’ ano Doutoramento em Serviço Social (SS), possui formação em Gestão de Organizações Sociais e Gestão de Lares.
É formador, juiz social, e foi Diretor Técnico de IPSS.
Empreendedor, irreverente, e ativista dos Direitos Humanos e do sindicalismo.Em 2012 organizou encontros do Movimento Pró-Ordem, em Maiorca e Coimbra, onde foi debatido o movimento sindical.

Presidente do Sindicato Nacional dos Assistentes Sociais (SNAS) e seu co-fundador em 2013.
É Secretário Nacional da União Geral de Trabalhadores (UGT).

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Loading…

0

COMENTE ESTA OPINIÃO!

“Somos todos 51”? – não se defendem trabalhadores com mentiras!

Geopolitica Mundial