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O selecionador nacional revela o segredo

Fernando Santos esteve no Conhaque – Philo em 2014.  No dia em que foi considerado o melhor selecionador do mundo, passei aqui aqui um excerto da sessão na qual esteve acompanhado por outro “selecionador”, o Cardeal Patriarca de Lisboa D. Manuel Clemente. O video da Sic Notícias pode vê-lo aqui, e a transcrição abaixo. As palavras continuam actuais.

D. Manuel Clemente e Fernando Santos trocam ideias sobre “o que é seleccionar”. Uma tertúlia animada e realista na Casa-Museu Medeiros e Almeida, com Santo António e Paulo Bento à mistura. A Rádio Renascença também registou a sessão aqui: o que têm em comum um patriarca e um treinador de futebol? (Aura Miguel e Ricardo Fortunato) Repórter da Sic Notícias: Selecionar, ser selecionado, escolher, deixar que os outros escolham por nós… O dilema cruza a vida dos homens, sejam eles selecionados, pela palavra de deus, ou selecionadores de futebol, de um país. Fátima Pinheiro (Rasante): Porque é que não põe o Quaresma a jogar desde o início? Risos Fernando Santos: É prima, é prima… Interveniente: Há aqui uma coisa que tem sido permanente, ele tem resolvido os jogos, nos seus últimos jogos como selecionador. E eu pergunto é: quando é que o vai deixar jogar desde o início? Fernando Santos: Eu acho que a resposta foi dita… Quando é que o vou selecionar? Ele tem sido sempre selecionado, não sei a razão, não percebi a pergunta… Eu percebi, mas não quero responder! Risos Se eu respondesse à sua pergunta agora pela negativa ou pela positiva estaria sempre de alguma forma a pôr em causa um grupo de trabalho que é para mim muito mais importante do que o individuo por si só. Repórter da Sic Notícias: O encontro entre Fernando Santos e D. Manuel Clemente fluiu com outras perguntas do público. Quem foi à Casa Museu Medeiros E Almeida em Lisboa ouviu selecionador e patriarca de Lisboa a concordarem num ponto.Dom Manuel Clemente: É exatamente na medida em que nós nos treinamos a selecionar, é que nos tornamos selecionadores. Fernando Santos: Sim, claro. Dom Manuel Clemente: Isto é, se nós tivéssemos assim uma conceção parada da vida e tínhamos de repente um conjunto de possibilidades à nossa frente, assim como quem vê o/um festival de filmes ou coisa do género, e então depois fossemos escolher, nós nunca escolheríamos nada. Repórter da Sic Notícias: No futebol e na religião as escolhas são muitas vezes condicionadas pelo que está à volta. Fernando Santos: As campainhas tocam, não é? E quando tocam, levam-te a pensar. E levando-te a pensar, aqui não há uma questão de condicionar… Mas levam-te a pensar e levam-te eventualmente até à conclusão de que na realidade quem estavam certos eram eles e não eramos nós, e isso mudar, fazer-nos mudar um pouco. Mas isso só os burros é que não aprendem, acho eu. Eu de burro acho que não tenho nada, felizmente. Risos Dom Manuel Clemente: É um processo educativo, é um processo que tem de ser necessariamente demorado porque nem a pessoa, nem o sujeito, tem consciência daquilo que é capaz. Temos que lhe dar tempo e às vezes é errando uma e outra e outra vez que depois acerta. Repórter da Sic Notícias: As reflexões da iniciativa “Falemos dos Outros” da bloguista e filósofa, Fátima Pinheiro, regressam em 2015 com outros protagonistas da vida pública nacional. Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

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