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O rosto da coragem, hoje, pertence a Saman Kunan

Créditos da imagem: 4Conservative.com

O resgate dos doze rapazes e do treinador que estavam presos numa gruta da Tailândia, após duas semanas de medo e incerteza, chegou ao fim. Sendo positivo o sentimento de alegria dos intervenientes e das suas famílias, bem como do júbilo a nível internacional na imprensa e nas redes sociais, há, no entanto, uma vítima mortal a lamentar, que não deve remeter-se ao esquecimento: o mergulhador Saman Kunan, de 38 anos de idade.

O mergulhador morreu nas operações de salvamento a cinco de julho, e será certamente recordado como um dos grandes heróis do nosso século, de acordo com as características do acidente e o mediatismo do mesmo em tempo real. Este antigo membro das forças especiais da marinha tailandesa morreu depois de ter transportado e deixado uma reserva de oxigénio aos 12 jovens e ao seu treinador, encurralados há quase duas semanas nas grutas de Chiang Rai, na Tailândia. Apesar do seu companheiro de mergulho ter tentado ajudar, Saman Kunan ficou inconsciente no caminho de regresso por falta de oxigénio e acabou por falecer.

Um pouco por todo o mundo, milhões de pessoas não esquecerão o seu nome nem a sua acção neste acidente amplamente noticiado em todo o mundo: o rosto da coragem, hoje, pertence a Saman Kunan. Bem haja.

Adília César

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Publicado por Adília César

Educadora de infância e formadora no âmbito da Didáctica das Expressões Artísticas, sendo Mestre em Teatro e Educação. Publicou dois livros de poesia: “O que se ergue do fogo”(2016) e “Lugar-Corpo”(2017) e tem colaborações dispersas em revistas, magazines e poezines, nomeadamente: LÓGOS – Biblioteca do Tempo, Eufeme, Piolho, Estupida, Debaixo do Bulcão, Enfermaria 6 e Nova Águia, além de ensaios e artigos de opinião. É co-coordenadora do projecto literário “LÓGOS – Biblioteca do Tempo” e co-directora editorial da revista com o mesmo nome.

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