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O Papa aposta no compromisso das religiões pela paz mundial

Uma identidade própria para reconhecer a dos outros

No Dubai o Papa Francisco apelou ao compromisso das religiões pela paz.

Francisco disse: “Paz e religião pertencem juntas: Violência significa profanação do nome de Deus”… “Toda a profissão de fé é chamada a preencher a lacuna entre amigo e inimigo para tomar a perspectiva do céu, que inclui todas as pessoas sem preferências nem discriminações”.

Francisco acentua que é precisa a “Coragem pela diferença”… “Isto pressupõe uma identidade própria, da qual não se tem de abdicar para agradar ao outro. Mas, ao mesmo tempo, requer a coragem de ser diferente, o que inclui o pleno reconhecimento do outro e da sua liberdade, e o consequente esforço para usar-me de tal modo que os seus direitos fundamentais sejam sempre e em toda a parte reconhecidos por todos”. E acrescentou: “A oração limpa o coração do seu egocentrismo”.

Al-Azhar e a Igreja Católica declaram que aceitarão “a cultura do diálogo como caminho; a cooperação comum como código de conduta; a compreensão mútua como método e critério”. “Não há alternativa: ou construímos o futuro juntos ou não há futuro. Acima de tudo, as religiões não podem prescindir da tarefa urgente de construir pontes entre povos e culturas”.

Tudo isto pressupõe uma viragem de mentalidade: começar a entender o mundo como um conjunto de complementaridades.

António da Cunha Duarte  Justo in, Pegadas do Tempo

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Publicado por António da Cunha Duarte Justo

Natural de Arouca, formado em Filosofia, Teologia, e Ciências da Educacao, casado com a pintora Carola Justo, 4 filhos, jornalista, (activi.profis. sindicalistas e políticas, cf. http://antonio-justo.eu). Autor e ex-chefe redator da revista Gemeinsam, publicou o livro de poesias “Nas pegadas da Poesia” na OxaláEditora, colaborador de várias revistas e jornais, é presidente da Associação Arcádia.

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