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O Caso do desvio das armas de Tancos já fede que tresanda

O Ministério Público português andou mais de um ano a investigar o caso das “armas perdidas”, mas, na arribana do Estado, procurar a verdade é tão difícil como procurar uma agulha num palheiro.

Tarde e a desoras vai começar o inquérito sobre o assalto aos paióis de Tancos. Isto talvez porque o cheiro da pólvora só agora terá chegado ao Parlamento!

Por onde tem andado a Justiça, por onde tem andado a Política, por onde andam os outros responsáveis?!

O país não tem direito a saber o que os meninos da política sabem e por isso a população tem andado à deriva!

O povo pede que, pelo menos, se castigue alguém; mas, pouca sorte para o povo porque ainda não notou que a responsabilidade anda também ela fugitiva ou pelo menos encoberta.

O PR, o PM, os militares, a Justiça fazem todos uma fraca figura, mas quem sabe não quer notar.

A Culpa não é da tropa, nem da PJM, nem da PJ, nem do governo, nem tão-pouco do Ministério Público, ela faz parte do sistema, onde vergonha não se gasta, porque o cinismo é moeda que o povo aceita como troco! Sim, o nosso governar tem-se mostrado muitíssimas vezes em “um livro aberto“da desfaçatez.

Portugal faz lembrar uma estrada onde o que conta é o barulho, enquanto a caravana passa com os andores das corporativas, onde uns se deixam vislumbrar pela fanfarra e outros ficam a saborear o eco.

O problema não é só o pó ou a cegueira, a esta junta-se o fado do não querer ver! O povo quereria ver, mas não pode e, à justiça e à política, não lhes dá jeito.

Assim se vai a nossa casta política safando porque sabe que a dúvida e o medo são os melhores ingredientes para se manter o povo amarrado.

Quanto à honra do nosso Estado, ela anda fugitiva e os boys prostitutos são tão brilhantes que atordoam até os homens-bons!!! Boa noite Portugal!

E vós amigos e leitores, sorride, para não terdes pesadelos!

António da Cunha Duarte Justo in Pegadas do Tempo

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Publicado por António da Cunha Duarte Justo

Natural de Arouca, formado em Filosofia, Teologia, e Ciências da Educacao, casado com a pintora Carola Justo, 4 filhos, jornalista, (activi.profis. sindicalistas e políticas, cf. http://antonio-justo.eu). Autor e ex-chefe redator da revista Gemeinsam, publicou o livro de poesias “Nas pegadas da Poesia” na OxaláEditora, colaborador de várias revistas e jornais, é presidente da Associação Arcádia.

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