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Na ânsia de um passado tão presente!

Há dias celebrou-se a conquista da liberdade. Nem que seja a de sentir! E, por isso, o dia de hoje sabe a mais! Sabe a mais saudade, a vontade de reviver, de parar e atrasar este tempo incontornável que encarcera o que fomos.

Num espaço idílico, com o melhor elenco e a nossa melhor história. A NOSSA história, essa é que é a verdade. Não quero reescrevê-la (sobretudo quero revivê-la) mas não consigo impossíveis. Não quero apagá-la nem que se apague de mim nunca.

É a minha cicatriz mais profunda que não pretendo disfarçar e da qual todos ouvirão falar. Se assim merecerem, porque o melhor deve ficar só connosco. Preservado.

É o testemunho real de quem viveu a surpresa do desconhecido, com a entrega que se pedia, com o entusiasmo de quem não quer perder nada, com o alargar de horizontes, com o esforço de quem quer mais, com o apurar contínuo de emoções, antes reprimidas, e com a vivência que ninguém deveria não ter.

É um exasperar por mais disto, por mais gritos, gargalhadas, por mais frio e calor, por mais dias extenuantes, por momentos que preenchem de uma forma inexplicável, de tão intensa! Por abraços, pelo nosso conforto, por saber-nos ali, diariamente.

É o não aceitar que parte do que tens de melhor chegou a um fim! Ficam as melhores personagens deste enredo, os laços, os canudos (talvez os do cabelo nunca mos tirem, que os outros já não posso garantir ), a mente aberta, a vida que nos fez tão felizes. O que me trouxe tanto do que sou hoje. Apre!

Este “trouxe” repugna-me, quero uma conjugação no presente. Mas, a bem dizer, não me posso queixar! E quando percebes que não houve “piores”, que só existiram “menos bons,” e que todos eles significariam o teu melhor de agora acaba por doer.

Talvez não seja capaz de encerrar, de tão aprisionados que ficámos. Nunca me conformarei com esse “foi” que se impõe e que aperta cá dentro. Todos os dias e até ao fim. E nenhuma liberdade me desamarra desta que é a nossa história. Porque quando encontras um ideal, não imaginas, não aceitas o fim. Apesar de o saberes certo.

E porque a amizade também traz liberdade para celebrar, a gratidão é para sempre. Resta-me acreditar que a história se repetirá por aí, para quem não desiste do que temos de melhor.

Amanhã o calendário dita que será dia 4 de Maio de 2018. Sei que aquele 2012 não volta mas tenho a certeza que estará sempre aqui e será sempre nosso!  #neveroff

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Publicado por Fly Words

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