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Lembram-se do “Lavrador de Arada”? – O Jesus abandonado nos pobres

O Lavrador de Arada

Vindo o lavrador da arada, Encontrou um pobrezinho; E o pobrezinho lhe disse:-Leva-me no teu carrinho.

Deu-lhe a mão o lavrador,E no seu carro o metia;Levou-o para a sua casa prà melhor sala que tinha.

Mandou-lhe fazer a ceiado melhor manjar que havia;Sentou-o na sua mesa, mas o pobre não comia.

As lágrimas eram tantas que pela mesa corriam; Os suspiros eram tantos que até a mesa tremia.

Mandou-lhe fazer a camada melhor roupa que tinha: Por cima damasco roxo, por baixo cambraia fina.

Lá pela noite adiante o pobrezinho gemia; Levantou-se o lavrador a ver o que o pobre tinha.

Deu-lhe o coração um baque, como ele não ficaria! Achou-o crucificado numa cruz de prata fina.

-Meu Jesus, se eu tal soubera, que em minha casa vos tinha, mandava fazer preparos do melhor que encontraria.

-Cala-te aí, lavrador, não fales com fantasia. No céu te tenho guardada cadeira de prata fina, tua mulher a teu lado, que também o merecia.

(Da tradição popular)

(Retirado do Livro de Leitura da 3ª classe, Ministério da Educação Nacional)

António da Cunha Duarte Justo in, Pegadas do Tempo

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Publicado por António da Cunha Duarte Justo

Natural de Arouca, formado em Filosofia, Teologia, e Ciências da Educacao, casado com a pintora Carola Justo, 4 filhos, jornalista, (activi.profis. sindicalistas e políticas, cf. http://antonio-justo.eu). Autor e ex-chefe redator da revista Gemeinsam, publicou o livro de poesias “Nas pegadas da Poesia” na OxaláEditora, colaborador de várias revistas e jornais, é presidente da Associação Arcádia.

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