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Eutanásia!?.Sim ou Não?

E se hoje (29/05/18) @s Assistentes Sociais fossem Deputados (emPortugal) votariam como? Qual seria o seu sentido de voto? Sim? Não?(Ou Abstinham-se?…) Uma decisão de difícil, reconhecemos.

Esperemosque os deputados que se encontram  hoje no hemiciclo votem com oadequado esclarecimento e uma verdadeira consciência critica do seu acto (é o mínimo).

Bem sabemos que este tema (é socialmente fraturante pelas dimensõesmorais, religiosas, éticas e deontológicas que lhe estãoinerentes), reconhece-se que não é de fácil decisão e votação(certamente nunca será), contudo, o facto é que chegou o momento devotar os quatro projectos de lei.

Paramim, a decisão não seria fácil, por um lado, por questões deconsciência moral e ética, e, por outro lado, por ter a percepçãoque existem ainda conhecimentos e dimensões (a montante e ajustantesobre o tema) que é preciso conhecer. Tenho, incluive, para mim, osentimento de que esta mesma percepção poderá estar a serpartilhada por muitos outros colegas e portugueses em geral (julgoaté que se decidissem  realizar uma sondagem às pessoas maiores de18 anos de idade, presumo que no resultado se viria a concluir que umnº significativo de respostas estariam alinhadas no facto de aindasubsitirem muitas dúvidas e insuficiente informação,esclarecimento e debate sobre o tema: Eutanásia).

Se vier a aprovada uma lei que permite a Eutanásia em Portugal,estaremos a abrir uma  “caixa de pandora”? A maioria nãoarrisca em assumir uma posição, pois, em concreto  ninguém poderásaber ou antever?

Mas ,se começarmos pelo inicio, ou seja, por analisar o léxico dosconceitos atribuidos à prática que se pretende legislar, o maisprovável é que muitos se impressionem, no mínimo, designadamentecom: a Morte assistida, tem duas modalidades: a eutanásia ou osuicídio assistido, e é efetuada por um médico ou sob a suaorientação ou supervisão; Eutanásia, a origem da palavrasignifica “morte boa” (eu = bom; thánatos = morte).Trata-se do ato deliberado de provocar a morte sem sofrimento a umpaciente. Importa uma conduta ativa de um terceiro de forma aprovocar o ato que causa a morte. (exemplo: injeção letal dada poralguém num doente inconsciente); Suicídio assistido, acto deauxiliar alguém a matar-se, sendo que o ato causador da morte épraticado pelo próprio e não por terceiro. (ex: ingestão de drogaletal pelo doente [ou outro]); Ortotanásia, também chamada deeutanásia passiva. Trata-se da limitação ou suspensão do esforçoterapêutico que prolonga a vida de doentes terminais.

A verdade é que @s Assistentes Sociais não foram convocados, enquantoclasse profissional, para participar no debate. Mas, na minhaperspectiva deveria ter sido. Não porque  @s Assistentes Sociais seencontram directamente implicados no “acto final” – o porde fim à Vida (o fim biológico, essa é atribuição deprofissionais de saúde-médico…-); mas, porque são certamenteprofissionais, verdadeira e com ética estão activamente  implicadosna promoção dos valores da vida e do bem estar social (comdignidade, liberdade e direitos) de todos os seres humanos (em todasas fases da sua vida e situações), e intervindo sobretudo juntodaqueles que se encontram a vivenciar situações e condições demaior fragilidade e vulnerabilidade, assistindo-os na e até àsuperação e resolução dos seus problemas.

E, chegados aqui, reunimos certamente informação suficiente para dizerque a Vida Humana tem/deverá ser vista, analisada, avaliada numadimensão (mais) abrangente e  a adopção de estratégias, métodos,terapêuticas com vista a ultrapassar vulnerabilidades (a nívelfisico, psicológico e social) inerentes deverá ser sempre um (BOM)FIM!

O que é preciso o Estado e [email protected] nósprofissionais, cientistas, especialistas, técnicos ou não,portugueses em geral fazer para não termos ninguém, nenhuma pessoasinta a necessidade de pedir ou requerer a antecipação da suaprópria morte.

Democracia,participação, ser proactivos… não poderá ser  ter o foco emoutro tipo de respostas?

(Enfatizarmosno discurso e na acção a promoção e protecção das criança ejovens, sobretudo dos mais desprotegidos, das famílias em geral esobretudo as que vivenciam situações de pobreza absoluta erelativa, de doentes com direitos em tempo útil, de construir umarede de continuados mais alargada e eficaz?…)

Liberdadee dignificação da VIDA  não deverão ser direitos a ser protegidosem todas a fases da vida?

Pedir a antecipação da morte, não deveria ser (nunca) um sentimento umaaopção sentida (mesmo que legalmente legitimada) por qualquerpessoa, em qualquer idade.

Preferir viver em vez de (qualquer ser humano) pedir a antecipação da suaprópria morte deveria ser uma inerência, um trabalho humanitáriode qualquer Assistente Social e de qualquer profissional.

Nãoseria este tipo de resposta e acção percorrer os caminhos daevolução, do avanço civilizacional?

IreneFerreira/Assistente Social

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Publicado por Irene Ferreira

Licenciada em Serviço Social pelo Instituto Superior deServiço Social do Porto (ISSSP) e frequentou a licenciatura em Ciências da Educação daFaculdade de Psicologia e Ciências da Educação, da Universidade do Porto. É mestre em “Estudos Sobre as Mulheres”, pela UAb - Universidade Aberta, Lisboa, frequência do curso de doutoramento, na área das Ciências da Comunicação. Profissionalmente,  Técnica de Reinserção Social/Assistente Social.

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