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E agora, Campeão? Debandada?

E agora, Campeão? Debandada?
Facebook / Sport Lisboa e Benfica

E pronto. O 37 já cá canta.

Foi um fim de tarde perfeito no dia 18 de maio. Bem, quase perfeito. Ficou a faltar apenas um golo para bater o recorde de 1963, quando o Benfica conseguiu os mesmos 103 golos no fim do campeonato.

Mas isso foi apenas um detalhe no epílogo de uma época que tinha tudo para correr mal e que, afinal, acabou tão bem.

Mais uma vitória, Seferovic vencedor da Bola de Prata com 23 golos, João Félix com mais um momento mágico e o título no bolso.

Da época que agora termina, importa destacar alguns dos obreiros de mais um título de Campeão Nacional.

Desde logo, Bruno Lage

De solução de recurso, a grande líder. Uniu o balneário e colocou a equipa a jogar à bola. Conquistou os adeptos e operou uma recuperação em que poucos acreditariam. O discurso simples e despretensioso, na minha opinião, também foi um trunfo relevante.

Samaris e Gabriel  

O grego e o brasileiro foram os timoneiros daquele meio-campo robusto, pleno de técnica e de consistência. Foram o pulmão da equipa.

Pizzi

Foram ‘só’ 19 assistências para golo. Foi ele quem foi pautando o ritmo da equipa com a sua visão de jogo e os passes milimétricos. Além disso, ainda marcou 13 golos e foi o quarto melhor marcador do Benfica.

Rafa

Uma seta apontada à baliza. Marcou 17 golos e ficou em terceiro lugar na lista dos melhores marcadores.

Seferovic 

De quase dispensado, a melhor marcador da Liga com 23 golos. Foi determinante.

João Félix 

Encantou com a sua magia, jogou e fez a equipa jogar. Acabou com 15 golos, em quarto lugar na lista dos melhores marcadores.

Grimaldo 

O espanhol não tem concorrência do lado esquerdo da defesa. Um defesa que ataca, que faz assistências e que marca golos. E que golos! E o que dizer daquela raça em campo?

Odysseias 

O guarda-redes grego deu segurança e confiança.

Ferro 

Para mim, vai ser o Melhor Central português. Diria que já é. Não é comum um defesa central ter a técnica do jovem do Benfica. Faz passes, a curta e a longa distância, que roçam a perfeição.

Obrigado, Jonas 

Para o fim, propositadamente, deixei o avançado brasileiro. No sábado, pode ter sido o seu último jogo pelas águias. E Jonas sabia-o. Por isso, chorou quando entrou em campo a substituir João Félix.

Aquelas lágrimas mostram o que o Benfica foi para Jonas e o que Jonas foi para o Benfica.

Um ‘casamento’ perfeito que a mim, benfiquista, me deixa agradecido pela oportunidade que tive ver um grande jogador em acção. Foram 137 golos em 176 jogos, desde 2014. É obra.

Por isso, Obrigado Jonas.

Pelos golos, pela dedicação, pelo sacrifício, pela magia dentro de campo, pelo exemplo que foste para os ‘putos’.

E depois da RECONQUISTA, a pergunta é: E agora, Campeão?

Será a debandada geral?

Eu sei, os jogadores passam e o clube continua. Já vários grandes jogadores deixaram a Luz na busca de outros voos, desportivos e financeiros.

Ederson, Oblak, Nélson Semedo, Renato Sanches, Lindelof, David Luís, Garay, Matic, Nico Gaitán, Di Maria, Ramires, Saviola… Só para citar alguns. Saíram e a equipa continuou a ganhar.

Mas eu fico com pena de ver esta equipa desmantelada e órfã das suas mais recentes estrelas.

Gostava de voltar a ver estes jogadores juntos, pelo menos, mais um ano. Imaginem esta equipa com pequenos retoques e com a experiência (leia-se, entrosamento) adquirida nesta época!

Os jogadores teriam a possibilidade de consolidar o talento e talvez, enfim, pudéssemos sonhar com o ‘Benfica Europeu’.

Como será este Benfica se Luís Felipe Vieira não resistir ao assédio mega-milionário de que são alvo jogadores como João Félix, Grimaldo, Florentino, Ruben Dias, Ferro, Gedson?

Não será, seguramente, o mesmo.

Oxalá não pensem apenas no dinheiro. Vejam o que aconteceu com Renato Sanches…

Espero que fiquem. Todos.

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Publicado por Pedro Guináz

Este é um espaço dedicado ao futebol. De um adepto de bancada. Sem grandes teorias, sem pretensões e sem guerras inúteis.  De um fã de bons jogadores e do futebol jogado. Com paixão, mas sem clubismo. Um olhar simples sobre o 'futebolês'.

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