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Duas medidas que possam prevenir a violência doméstica. É possível?

Duas medidas que possam prevenir a violência doméstica. É possível?

Os dados provenientes das estatísticas da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) são alarmantes. No ano de 2016, foram registados 35 411 atendimentos.

A violência doméstica é o resultado da transgressão da liberdade ao outro. Não são apenas considerados danos físicos, como sexuais, emocionais, psicológicos e económicos.

Constitui um crime e estende-se aos que coabitam na mesma residência ou não (ex.: ex-cônjugue, ex-namorado, ex-companheiro).

Muitas vezes, ao acontecer num meio que seria supostamente de confiança e protecção, verifica-se a dificuldade de discernir a violência doméstica do relacionamento saudável. E isto infelizmente ocorre frequentemente porque muitos mitos estão ainda associados aos relacionamento:

– “Quanto mais me bates mais eu gosto de ti”;

– “Ele (a) só se descontrola quando bebe (ou utiliza outro tipo de drogas)”

-“Ele(a) tem cíumes significa que gosta de mim.”

Muitos destes mitos aliados à sensação de posse, controlo , ciúme e medo, tanto da parte do agressor como do agredido, tornam a violência doméstica um assunto complexo e de extrema fragilidade.

Que medidas podem ser tomadas para diminuir este número? O quanto há para fazer para que se possa prevenir mais do que remediar?

Na minha opinião, apesar de ser muito desafiante para muitos, seria de extrema importância:

Incentivar a comunicação. Falar, falar e falar. Este é um ponto crucial para que haja entendimento entre duas partes. Comunicar as fragilidades, os medos.

Conseguir ser claro com o outro caos haja alguma atitude ou acção que  seja suficiente para magoar ou ultrapassar a liberdade de si.

Fomentar a auto-responsabilidade. Caso se verifique mudança de atitude, entender que factores possam estar a contribuir para o mesmo e ter a capacidade de pedir ajuda a alguém próximo ou a um profissional de saúde.

De que forma podemos mudar mentalidades?

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Publicado por Francisca Gomes

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