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CR 700 – A Selecção faltou à festa do Capitão

Numa noite para esquecer – ou não – valeu o golo 700 de Cristiano Ronaldo, para nos alegrar.

Uma alegria tímida, mas uma alegria.

Não gostei que tenha sido de penálti.

Preferia que fosse de Livre, ou um Chapéu (como aquele contra o Luxemburgo, há dias) ou que aquela Cabeçada tivesse entrado não fosse a defesa do fantástico Pyatov.

Mas enfim, um golo é sempre um golo.

Este foi o 700 de uma carreira memorável. E vão 95 com a camisola da Selecção. Faltam só 14 para derrubar o recorde do iraniano Ali Daei, de 109. Bora lá, Cristiano!

E com o apuramento para o Europeu de 2020 quase garantido, Cristiano Ronaldo tornar-se-á o único futebolista a estar presente em 11 competições internacionais com a sua selecção.

O nosso craque somará 5 Campeonatos Europeus, 4 Campeonatos do Mundo, 1 Taça das Confederações e 1 Liga das Nações.

Não é para todos. Um feito extraordinário para um jogador soberbo.

Mas os jogadores extraordinários também têm dias menos bons. E contra a Ucrânia, Ronaldo – como a equipa – esteve pálido.

Estão sempre à espera que seja ele a resolver, mas não pode ser sempre assim. O homem não é de ferro, também tem direito a falhar e ter um dia ‘não’. Digo eu, não sei!

Mesmo assim, ele bem tentou, mas não deu para mais.

Contra a Ucrânia, não fomos eficazes e não fomos intensos. Parecia que os ucranianos queriam mais a vitória do que nós.

Fomos precipitados em algumas ocasiões, o que não se entende com jogadores habituados aos palcos mais exigentes.

Falhámos passes constantemente e não tivemos paciência em muitas fases do jogo. Houve momentos em que se notou uma certa apatia, o que é incompreensível. Deixámos os ucranianos jogar, sem pressão.

Não sei qual é (foi) o problema e nem vou entrar em críticas gratuitas e inconsequentes. Não sou treinador e não estou nos treinos.

O que me dá ideia é que estes jogadores, às vezes, parece não encaixarem entre si. O que é estranho.

E nem Cristiano Ronaldo nos valeu, como já aconteceu noutras ocasiões.

A Ucrânia não é melhor do que Portugal mas, desta vez, foi mais forte e ganhou. Ponto.

Agora, é preciso cumprir com a obrigação de ganhar à Lituânia e ao Luxemburgo e carimbar o passaporte para o Euro 2020.

E melhores dias (vulgo, jogos) virão. Espero.

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Publicado por Pedro Guináz

Este é um espaço dedicado ao futebol. De um adepto de bancada. Sem grandes teorias, sem pretensões e sem guerras inúteis.  De um fã de bons jogadores e do futebol jogado. Com paixão, mas sem clubismo. Um olhar simples sobre o 'futebolês'.

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