in

Coronavírus previsto e escrito há anos! O que se fez para evitar?

“Um vírus ineficiente mata o seu hospedeiro. Um vírus inteligente fica com ele” (James Lovelock).

Como sou contra alarmismos, andava a evitar escrever sobre o coronavírus, porque já muito preenche as nossas notícias, conversas e preocupações diárias da maioria da população. Contudo, tenho investigado um pouco o que estaria por detrás de todo este “embuste” e disseminação, escrevendo os factos encontrados e sobre os quais não se tem falado tanto… Sobre a verdade incómoda que não tem sido relatada, que tem estado camuflada! Há quem lhe chame “teorias de conspiração”. Serão mesmo? Tenho dúvidas…

Antes de entrar nesses factos, espanto-me em não entender o Povo Português (parte dele) quando é potencialmente de contrastes. Dualidades tais como: o ser solidário e o ser incendiário, o ser inteligente e o ser negligente, o ser prudente e o ser inconsequente… Torna-se já indubitável que o problema deste drama é bem real, factual, mas o pânico tem de ser contido. Não pode ser surreal, como por vezes se nota. Estejamos devidamente informados, filtrando a informação que importa, para evitar uma outra doença e respetiva virose que, paralela e facilmente, se tem apoderado de tanta gente. A doença do medo, instigado pelo vírus da ignorância. Nesta doença, só se deixa infetar quem quer! Quem se deixar vencer pelo medo e, até, – permitam-me a clarividência do termo – por alguma estupidez.

Este referido contraste nacional, que mencionei, faz-me caracterizar parte dos nossos cidadãos como sendo imagens ora de Adão ora de Eva, na simbologia bíblica. Aplaudo os confinados a ‘Adão’ (independentemente do género masc. ou fem.): esses seres, coparticipantes no poder Criativo. Esses seres abnegados, cujos interesses e responsabilidades não são os pessoais mas em prol do bem comum. Esses seres, que no meio do cansaço infatigável não deixam de ser verdadeiros profissionais de Saúde. Esses seres que se acautelam e respeitam os cuidados preventivos, que se isolam – não só por si, mas pelos outros – por contenção e não propagação do vírus contagioso.

E no outro lado da balança, perplexo-me com determinadas pessoas ‘Evas’ (idem): quando face a uma “proibição” ou medidas gerais de restrição, simplesmente ignoram e deixam-se ir pela insensatez da tentação. Ora fazem exatamente o contrário: desencadeiam novos aglomerados, como os super/hipermercados – entre outros locais –, num cenário de “assalto” quase apocalíptico! Já para não referir o absurdo na exploração de algumas marcas/cadeias com preços exorbitantes e escandalosos nos produtos de proteção higiénica! Como é possível este aproveitamento alheio perante as dificuldades e necessidades humanas? Logo, tais laivos de autossuficiências geram, acontecendo ainda mais atualmente, egoísmos puros e duros, alavancados por desunião e desarmonia. Daí algum desnorte total, a evitar.

Avanço, então e sem mais delongas, para a revelação dos factos que constam, pelo menos, em dois livros publicados. Um é «End of Days: Predictions and prophecies about the end of the world», de Sylvia Browne e escrito em 2008 (na internet tem havido ‘falsas notícias’ ao apontar ser do livro «The Eyes of Darkness», de Dean Koontz, de 1981). O outro é «O novo Relatório da CIA», de Alexandre Adler, cuja 1.ª edição é de 2009. Curiosamente, o médico francês Nostradamus, da Idade Média, indica na sua obra «As Profecias» – ainda que de modo não muito claro – uma “grande praga” no futuro, que devastaria o mundo. As suas outras ‘previsões’ feitas na altura, todas se concretizaram na História: a ascensão e queda de Hitler, o atentado terrorista nas ‘Torres Gémeas’ e a morte de Saddam Hussein, etc..

Quanto à psíquica americana Browne, previu que – passo a traduzir – “Por volta de 2020, uma doença grave do tipo pneumónico espalhar-se-á por todo o mundo, atacando os pulmões e os brônquios e resistindo a todos os tratamentos conhecidos. Quase mais desconcertante do que a própria doença será o facto de que desaparecerá tão rapidamente quanto chegar, atacará novamente dez anos depois e depois desaparecerá completamente”.

Já Adler, historiador e jornalista francês, explana mais o tema no seu capítulo de “Riscos de conflitos em alta”. Passo a citar: “O aparecimento de uma nova doença respiratória humana virulenta, extremamente contagiosa, para a qual não existe tratamento adequado, poderá desencadear uma pandemia mundial. Se essa doença surgir até 2025, não deixarão de se propagar tensões e conflitos internos ou transfronteiriços. Com efeito, as nações esforçar-se-ão, com capacidades insuficientes, para controlar os movimentos das populações de modo a evitar a infecção ou a preservar o seu acesso aos recursos naturais”. 

O também especialista em geopolítica contemporânea prossegue, exemplificando com a “gripe das aves” (H5N1) e o “coronavírus da síndrome respiratória aguda grave”, prevendo que tal fosse despoletado numa “zona de forte densidade populacional, de grande proximidade entre seres humanos e animais, como acontece na China e no Sudeste Asiático”. E alerta para o facto de “as práticas de criação não regulamentadas” favorecerem e provocarem uma pandemia, com rápida propagação. E aí está ela, em toda a sua força! E como é que os líderes das nações desconheciam, supostamente, estes registos e/ou nada fizeram – com tanto tempo nas últimas décadas – para travar este vírus com a inovação duma vacina própria e eficaz? E para travar a China nessas práticas de criação ilegais…

Serão coincidências? Humm… Para além dos livros, é sabido que o especialista Peter Daszak (presidente da EcoHealth Alliance) previu este surto em 2018 e, junto com outros especialistas, alertou a OMS sobre “o perigo de uma epidemia grave causada por um patógeno desconhecido de origem animal, que poderia se espalhar por vários países e ter uma taxa de mortalidade maior que as das gripes sazonais”. E por que foi ignorado este especialista, com dados mais concretos e recentes? E dispensadas / abafadas as suas fundamentadas pesquisas? Daszak alegou à BBC, em março deste ano, que “estamos a lidar de forma errada com epidemias”…

Entre outras pesquisas feitas, acresce às anteriores a visão de analistas brasileiros. Consideram que ao redor deste fenómeno mundial tem havido manipulação dos factos, dos números e da razão/expressão de ser deste vírus. Isto já aconteceu, precisamente, noutros anos em que a China eclodiu tais situações – como as pestes aviária e suína – “para derrubar o preço dos alimentos no mundo”. Entendem que o Governo chinês “usa, novamente, duma doença para manobrar a população de acordo com os seus interesses. E o mundo financeiro aproveita-se de maneira ágil para fazer dinheiro”.

Concluo, deixando um repto final: face à sensibilização e alguma consciencialização perante esta pandemia, haja maior consciência e maior bom-senso. Haja também, prudência! Sabendo que ela “só é plenamente virtude e só serve para a construção de uma comunidade saudável, se for a expressão da bondade do coração” (B. Häring). E que seja uma prudência não disfarçada de astúcia e sem calculismos impetuosos, porque se assim for “então não haverá lugar para a sabedoria nem para o verdadeiro amor”.

Também gostaria de publicar o seu artigo de opinião no nosso site? Clique aqui.

Vote nesta opinião

Publicado por André Rubim Rangel

"Tripeiro" de gema: cidade e clube. Licenciado em Teologia, com um curso profissional de “Comunicação, Marketing e Assessoria de Imprensa” e mestre em Ciências da Comunicação – Jornalismo. Tenho, como ‘paixões’: a vida, a família e os amigos, os presépios, o ténis, as viagens, o roxo e o lilás, as entrevistas, a fotografia, a escrita, a leitura, o cinema, os U2, os doces e boa comida, etc..

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

O vírus de intervenção humana?

Afinal éramos cegos e incapazes de apreciar a beleza da nossa liberdade