in

Confusões à volta da Arte Contemporânea

Créditos da imagem: Willem de Kooning

Presentemente, a arte contemporânea atende a possibilidades muito diversificadas. Noutros tempos, para um artista ser reconhecido deveria ser capaz de dominar com perfeição a anatomia humana, a perfeição dos reflexos e pontos de luz, e outras exigências da chamada escola clássica, ou seja, as suas obras deveriam obedecer a critérios estéticos pré-estabelecidos e aceites na comunidade artística. No entanto, actualmente, o artista pode abordar toda uma infinidade de recursos e técnicas, parecendo não haver quaisquer limites para a criação artística, como se verifica na arte abstracta, procurando-se até a sua própria desconstrução.

Artistas que seguem as escolas do Dadaísmo e do Surrealismo, por exemplo, exploram a distorção, através de uma nova apropriação de sentidos e valores, pensadas fora dos limites-padrão, e confundidos os níveis básicos de apreciação do público. “É preciso manter o espírito aberto” é uma frase que se ouve com frequência nos museus, galerias ou até nos contextos de cursos de arte.

Então vejamos, como está o nosso nível de apreciação? Somos capazes de captar a sensibilidade de um artista contemporâneo ou confundimos essas obras de arte abstractas e distorcidas com as pinturas “imperfeitas” das crianças? Reflectindo ao contrário, podem considerar-se as pinturas das crianças obras de arte, porque “parecem” obras contemporâneas?

A imagem que vos deixo pertence ao universo artístico de Willem de Kooning e intitula-se “Untitled ”. Parece feito por uma criança, mas não é… E esta, hein?

Também gostaria de publicar o seu artigo de opinião no nosso site? Clique aqui.

Vote nesta opinião

2 pontos
Upvote Downvote

Total votes: 2

Upvotes: 2

Upvotes percentage: 100.000000%

Downvotes: 0

Downvotes percentage: 0.000000%

Publicado por Adília César

Educadora de infância e formadora no âmbito da Didáctica das Expressões Artísticas, sendo Mestre em Teatro e Educação. Publicou dois livros de poesia: “O que se ergue do fogo”(2016) e “Lugar-Corpo”(2017) e tem colaborações dispersas em revistas, magazines e poezines, nomeadamente: LÓGOS – Biblioteca do Tempo, Eufeme, Piolho, Estupida, Debaixo do Bulcão, Enfermaria 6 e Nova Águia, além de ensaios e artigos de opinião. É co-coordenadora do projecto literário “LÓGOS – Biblioteca do Tempo” e co-directora editorial da revista com o mesmo nome.

Membro AutorMembro Verificado

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Loading…

COMENTE ESTA OPINIÃO!

Anulação do acordo nuclear com o Irão - Perigo e Chance

Anulação do acordo nuclear com o Irão – Perigo e Chance

Órgãos autárquicos: sabe o que andam a fazer com o seu voto?