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Astérix, Obélix e o Coronavírus

Créditos da imagem: Jornal Observador (2020/03/03)

Quem era o “Coronavírus”?  Curiosamente, também usava uma máscara…

“Coronavírus” é o nome do cocheiro romano na história “Astérix et la Transitalique” (em português “Astérix e a Transitálica”). O álbum, da série de banda desenhada franco-belga Astérix, é o terceiro escrito por Jean-Yves Ferri e ilustrado por Didier Conrad. Foi publicado a 19 de outubro de 2017.

Na história de Jean-Ybes Ferri e Didier Conrad, o senador Lactus Bifidus organiza uma corrida de cavalos ao longo da península itálica, com o objectivo de desviar as atenções de um crime de corrupção que havia sido descoberto e para provar que as estradas romanas estavam em bom estado. Os dois gauleses juntam-se, depois de um vidente ter previsto que Obélix poderia tornar-se num campeão de corridas de cavalos. O principal concorrente é o vilão Coronavírus, representante dos romanos, e que, no final, é vencido. Nesta aventura, de Astérix e Obélix em que os gauleses entram numa corrida contra uma personagem chamado Coronavírus e vencem! Não é maravilhoso?

É evidente que não há qualquer valor místico ou divino nesta curiosa coincidência. Na verdade, os coronavírus já eram conhecidos desde meados dos anos 60 e os autores do álbum utilizaram, e muito bem, esse nome “Coronavírus” para designar e mostrar a malvadez da personagem em causa – o terrível cocheiro que acabou por ser derrotado…

Que temos a retirar desta coincidência? Talvez algo tão simples e complexo como isto:

– O coronavírus (Covid-19) é um vilão, mas juntos seremos capazes de o vencer.

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Publicado por Adília César

Educadora de infância e formadora no âmbito da Didáctica das Expressões Artísticas, sendo Mestre em Teatro e Educação. Publicou dois livros de poesia: “O que se ergue do fogo”(2016), “Lugar-Corpo”(2017), "O Tempo O Tempo" (2019) e "Uma Agulha no Coração" (2020); tem colaborações dispersas em revistas, magazines e poezines, nomeadamente: LÓGOS – Biblioteca do Tempo, Eufeme, Piolho, Estupida, Debaixo do Bulcão, Enfermaria 6 e Nova Águia, além de ensaios e artigos de opinião. É co-editora do projecto literário “LÓGOS – Biblioteca do Tempo”.

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